terça-feira, 7 de agosto de 2012

Inspira Ação

aperte o play!


O prazer vai além do contato, pode ser um estado que faz o chão sumir sem consumação de ato. Quem sabe até talvez seja esse fato em si, a própria execução.

Pois a como sentir sem encostar, ter sem possuir, comer sem deglutir...copular sem introduzir.

Inspirar, servir de perfume que trafega rompendo barreiras, com alcance quase infinito...A expressão que tem o poder de pegar o corpo, e com palavras bem dispostas, torná-lo incrivelmente mais bonito...fumaça sedutora. Ausência, mas de presença avassaladora.

sábado, 21 de julho de 2012

Máquina viva



Nesse momento me basta o silêncio, no máximo o som da sua respiração...entrando pelo meu ouvido, descendo como brisa que por dentro de mim, que te encontrará escondido e nervoso, tão vivo que quase é morto...tenso, mas rítmico como dança afro.

Que suas gotas salgadas de suor, se expressem como lágrimas...liberando tudo que seus olhos, por anos e anos, aprisionaram, por diversas partes do seu corpo, umedecendo como óleo que desemperra uma engrenagem...e a máquina anda sem precisar de força pra impulsionar, simplesmente funciona.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Homem Concreto




Fazia tempos que eu não dormia profundamente, mas eu dormi, e sonhei com um muro, não sei se esse muro existe, talvez não...

E no meu sonho ele é concreto, armado!! Que sai andando na paisagem, ele é a vida dos muros que abrem os olhos, para olhar o mundo pelos olhos dele.

Por trás dos olhos dessa muralha de concreto armado, se vê todos os homens. Os que sabem que são anjos e demônios, ele sabe, de tantas almas que provavelmente já se apoiaram nele, sem saber que ele estava se apoiando...mas não sabe que tento ver por dentro dos olhos de seu muro, toda a estrutura que ergue esse cimento.

sábado, 7 de julho de 2012

Gueixa Ocidental



Gostaria de apresentar a vocês meu mundo flutuante: O Karyukai, o mundo da flor e do salgueiro. Pra mim ele é o real, pra vocês é ilusão, ilustração da fantasia, e eu ilustro esse mundo. Eu não sou jorõ, que se vende por sexo, eu uso ele pra proteger minha cultura.

Eu gostaria de saber das mulheres ocidentais, qual o seu universo particular, quais os seus sonhos...você consegue se imaginar sob a sombra  do mundo do salgueiro, ilustrando o mundo flutuante, as experiências oníricas... consegue apreciar a beleza de pequenos detalhes?

Minha Marcha Vadia





Oxalá...quero mais é que todos os rebentos, vão pra progenitora de vida vil! Ou seja, para a...isso mesmo...

Sempre escrevi, porra...pois sempre fui salva pelos filhos da puta dos meus versos, que sempre me bolinaram, e deixaram tensos e tesos, o meu herói "pensamento", esse tarado que me aperta e me afrouxa, pra que com letras, eu consiga prazer...

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Sexo, Entropia e Multiverso




Não creio no acaso...mas no caos, tal qual a explosão do prazer em nossos corpos, e a sensação que o sexo gera...de que não é possível que sejamos apenas matéria.

A natureza, nos faz crer que somos donos dos nossos destinos, mas nos comanda até com pingos de chuva...se for determinado a dois corpos se encontrarem.

Se eu tivesse a sabedoria desse sistema...sopraria um dente de leão, que o fragmento cairia sobre uma formiga, que num susto soltaria a semente que carregava, que germinaria em rosa, que ele, mal intencionado, traria pra mim e me levaria para a sua cama.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

... Nos campos de trigo


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Nos encontramos na porta do café, ele se aproximou e encostou seu rosto no meu com sua barba por fazer, senti um calafrio que parou o tempo.

Se tudo estava parado, ele também, aproveitei a falta de testemunhas para pegar suas mãos, e seguir em direção as curvas do ante-braço, pra mim, a parte mais perfeita de um homem...a interseção do plano e do declive de uma onda não exagerada, mas tinha um rio como veia saltando, senti sua pulsação, e o tempo voltou a andar.

Olhou pra mim e pra porta do café, e pro outro lado...o larguei e fui andando porta a dentro. Me seguiu, não o via, mas sentia um hálito de lobo que fazia voar a ponta dos meus cabelos. Deixei...

Passamos por diversas mesas, de pessoas comportadas e humanas, e cada qual nos olhava discretamente com  medo e estranheza, como se fôssemos espelhos na frente de bichos. Sentimos seus grunhidos de feras aprisionadas que sentem o cheiro ...