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| Obra Sfinge, do italiano Roberto Ferri |
- Como ousas tratar-me desta forma? - urrava enfurecida para invasor.
- Aquiete-se, piranha real. Estou aqui como convidado, não é mesmo? - dizia isto com meus cabelos enrolados em seus dedos. Meu rei sorrira em aprovação, cúmplice, enquanto o anônimo caçador, acariciava meu pescoço com o verso de seu punhal.
Ventos gélidos varreram meus aposentos, aquela sombra escura gargalhava com deboche:
- Minha rainha, não pude ignorar o quanto és hábil, acredito que poderia demonstrar suas aptidões para este humilde servo de seus encantos...
Naquele momento, percebi que havia caído em minha própria armadilha, distribuíra tantas iscas pelo caminho que acabara por atrair alguém ainda mais depravado do que eu, e com músculos que facilmente sobrepujariam qualquer força de vontade.




